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sábado, 3 de setembro de 2011

Abuelita cientopiés y sus muchos zapatos.

                         
                             LOS PERROS DE CÓRDOBA
                                           (Argentina)

Eles são de uma cor indefinida - castanho, amarelo, meio pretos. Olhando com atenção, nota-se uma ancestralidade germânica. Parecem vira-latas com mestiçagem de pastor alemão. Estão por toda a parte da cidade. Na Plaza San Martin  há muitos.
Estava eu apreciando o movimento da praça, comodamente sentada num banco e um deles - mais parecia um capa-preta, espichado atrás de mim, a dormir placidamente na grama. De repente ele levantou-se, saiu correndo com mais quatro ou cinco atrás e postaram-se com poses de amestrados ao lado da policial que atendia a uma ocorrência de rua. O episódio encerrou-se, a moça dirigiu-se à estátua de San Martin e eles a acompanharam, permanecendo naquela postura de bicho treinado.
À mais leve alteração de vozes na praça, principalmente se for a voz de um policial, e eles acodem, parece que prontos para dar uma ajuda.
Não se dá nada por eles, mas eu acho que os cães de rua de Córdoba, na verdade, não são cães de rua. São policiais secretos. Será que são uma herança da ditadura? Agentes secretos disfarçados de cães sem raça definida, espalhados pelos logradouros públicos cordobeses?



E há também os sem cara de agentes secretos. Doces cãezinhos oriundos de outras raças.
Pelo olhar de pouco caso, sem um pouquinho de fome...


E como como sempre, bruja abuelita - o abuelita bruja? - y sus  zapatos.
Para desfrutar o verão.



Naqueles dias saudosos de inverno.



Bolsa de compras ecologicamente correta. Aqui cabem as miudezas compradas no supermercado.

Não se sabe acerca da utilidade das rodinhas. Se fossem retráteis, seria possível transformar em um par de patins. De uma coisa se tem certeza: dispensa as sapatilhas de balé porque os pés já ficam em posição de balé clássico.

Esqueceu o lanche em casa? Então a fruta fará falta e muitas caimbras tomarão conta de seu corpo...

Fifi ficou sozinha em casa... Lembrete: você tem uma adorável cachorrinha da COFAP. 

 
Sem definição... Lembra o focinho de um cão. Ou o sorriso de um rinoceronte?

Não se sabe ao certo onde enfiar o pé... Na dúvida, coloca-se um ao lado do outro e se faz uma minicadeira para tomar sol, o que será de utilidade nenhuma, a não ser que se coloque a bronzear-se umas daquelas bonequinhas do baú da infãncia.
Politicamente incorretos! Onde se viu baladeiras se o GREENPEACE berra aos quatro ventos que se deve preservar a Terra e seus conteúdos, inclusive a fauna? Lugar de pássaro é na vastidão da liberdade ou no telhado da vizinha.

Telhado da vizinha? Sim! Um casal de quero-quero mora no telhado da vizinha para melhor pastorear o ninho que fica na lagoa a poucos metros.
Aqui, e nos arredores, há pássaros para todos os gostos: pica-pau, quero-quero, sabiá, rabo-de-palha, andorinha [andorinha, não!, que o verão não chegou ainda], carcará (vulgo gavião), pombinhas cinzentas que deixam um rastro bonito na areia, muitos (muitos) pardais, periquitos, anús [acento gramaticalmente mal empregado para que não se confunda com algo da anatomia]. São tantos pássaros que o ruído de um carrinho de mão com falta de graxa confunde: logo se levanta os olhos ao céu - ou às arvores - à procura do pássaro que está a cantar.

Sem comentários... Não deu para perceber do que se trata - depois de se saber que é um sapato, claro!


Cuidado para não ser confundido com o poste. Os cães podem enganar-se e levantar a perninha em um lugar indevido.
Já sei... já sei... Meu amigo do CÁ TE ESPERO vai me crivar de perguntas porque as aves em Portugal tem nomes diferentes. Pode perguntar, António. Já te disse que curiosidade (sadia) é sinal de suprema inteligência.
O acervo do caldeirão esgotou-se por hoje.

Saludos de abuelita cientopés!


Legenda a seu critério...
Ademán. Os cães-policia-secreta cumprem seu dever e a caravana de centopéias passa.

terça-feira, 21 de junho de 2011

abuelitapeligrosa: Abuelita cientopiés y sus muchos zapatos.

abuelitapeligrosa: Abuelita cientopiés y sus muchos zapatos.: "A amiga convidou-me e topei. Fui aos confins do sertão do Nordeste brasileiro para fazer-lhe uma visita. Um belo sítio, casa aconchegante, h..."

Abuelita cientopiés y sus muchos zapatos.

A amiga convidou-me e topei. Fui aos confins do sertão do Nordeste brasileiro para fazer-lhe uma visita. Um belo sítio, casa aconchegante, hospitalidade cinco estrelas de minha amiga, numa cidade chamada Currais Novos, bem próximo a um grande açude, cuja extensão requer até casas de veraneio e turistas o ano inteiro. Um açude chamado Gargalheiras, algo que me sugere "gargalhada", alegria, abastança, pela perenidade da água. É um açude que não seca nunca, mesmo que faça cinco anos consecutivos de seca num sertão já tão seco de natureza.
Mas eu estava falando de Currais Novos. Dizem que os tropeiros, os homens que conduziam o gado de um canto pra outro, antigamente, deram origem ao nome do lugar quando acampavam para dormir e o gado era reunido em currais para não se dispersarem no meio da noite.
Lá praqueles lados também existe um lugar chamado Pau dos Ferros. E não é o que estão pensando não! No Nordeste, árvore chama-se "pé de pau". Ja imaginaram se aquilo desse em árvore? Seria a suprema realização das solteironas, mal-amadas, viúvas sozinhas, descasadas, e por aí vai. Então... os tropeiros passavam por um determinado lugar e, numa determinada árvore, deixavam a marca de sua passagem: marcavam o pé de pau a ferro, isto é, usavam aquele ferro em brasa que se usava para marcar o gado com o - digamos numa linguagem moderna - logotipo do proprietário. E essa é a origem do nome da cidade de Pau dos Ferros. Espero que não se marquem mais os animais dessa maneira. Pelos menos não vi na Internet ninguém reclamando disso, porque há Sociedades Protetoras para todos os animais vítimas de maus tratos: os gansos - e o foie gras, os touros, os galináceos etc. Por enquanto não há ninguém reclamando do hábito de os fazendeiros marcarem o gado a ferro incandescente. Se alguém souber, que denuncie...
Voltemos ao Nordeste brasileiro.
Eis-me na casa de minha amiga. Casa cheia. Feriadão.
As noites no sertão nordestino são muito agradáveis, em contraste à torreira do sol do dia. Estávamos todos na varanda, desfrutando da brisa, quando avisto um sapo no gramado. Um enorme sapo, lindo, verdoso, de grandes olhos expressivos. Foi amor à primeira vista. Fotografei-o e levei-o ao site de minha rede social sob o nome de Paulo Maurício. Houve muitas reclamações no site: "tenho fobia a sapo", "você não é um sapo para postar um sapo no lugar de sua foto", "a foto desse sapo deprecia sua pessoa", "uma vez, na fazendo do meu tio, desmaiei quando um sapo pulou em mim". Foram tantas reclamações que deletei Paulo Maurício de meu orkut.
Sempre tive muita curiosidade a respeito da temperatura dos sapos. Então, tomei coragem, e sopesei Paulo Mauricio na palma de minha mão. Nossa... como era gelado! 
Falei de "currais", falei de "pé de pau", falei de Paulo Maurício. Bem... encurtando essa longa história: a casa estava lotada e muitos dormiram em colchonetes, no chão, inclusive eu. Mas tranquei a porta do dormitório a sete chaves. Já imaginaram o susto, se acordo no meio da noite com Paulo Maurício e sua gélida temperatura - ah... que expressividade naquele olhar - em minha cama, isto é, no meu colchonete?
Bem que eu poderia ter deixado a porta do dormitório aberta. E se Paulo Maurício fosse o meu príncipe encantado disfarçado de sapo? Melhor a porta fechada...Não teria coragem de beijá-lo.
Ajá falou demais por hoje.

Ah... devo retornar ao assunto.

Falarei acerca de um maravilhoso  - segundo minha opinião - sapato verde-sapo que tive, motivo de muita troça dos colegas de trabalho.
Até mais. Os cães ladram e a caravana de abuelitas passa.

P.S.: No caso de haver algum leitor nordestino, corrija-me, por favor, se me confundi ao contar sobre a origem de Pau dos Ferros e Currais Novos.
E algum outro nordestino pode me dizer por que aquele açude se chama "Gargalheiras"?

sábado, 11 de junho de 2011

abuelitapeligrosa: Abuelita cientopiés y sus muchos zapatos.

abuelitapeligrosa: Abuelita cientopiés y sus muchos zapatos.: "A Garota de Ipanema é avó, Vinícius de Morais já está no andar de cima encantando as plateias celetiais com sua música, os EE. UU. tem um pr..."

Abuelita cientopiés y sus muchos zapatos.

A Garota de Ipanema é avó, Vinícius de Morais já está no andar de cima encantando as plateias celetiais com sua música, os EE. UU. tem um presidente afro, a confusão na Ásia continua, sem data para acabar, mas a vida continua.
Então... novos modelitos de sapatos pescados na internet.



Difícil escolher somente um. Fica-se, pois, com todos.

E como abuelita é uma incorrigível

aqui estão alguns de sua coleção particular.






Não estão todos aqui. Outro dia a
mostra mais alguns e adianta que são maravilhosos.
Na próxima postagem, talvez ela fale sobre o sapato cuja história vem a propósito de Paulo Maurício - ou Paulo Maurício vem a propósito da história -

um adorável batráquio que conheceu nos confins do Nordeste do Brasil, e sobre um outro que tem tudo a ver com

pois era todo rematado com couro de cobra, lésard  segundo a opinião das peruas.
A bruxa dispensa comentários maldosos sobre seus sapatos.

Ademàn. Os cães ladram  e a caravana das peruas amantes de sapatos de lésard passa.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

abuelitapeligrosa: Abuelita ciempiés y sus muchos zapatos.

abuelitapeligrosa: Abuelita ciempiés y sus muchos zapatos.: "O assunto de hoje não trata de sapatos. Deveria tratar de luvas, porque trata de mãos. Seria, entretanto, muito deselegante e fora de prop..."

Abuelita ciempiés y sus muchos zapatos.



O assunto de hoje não trata de sapatos. Deveria tratar de luvas, porque trata de mãos. Seria, entretanto, muito deselegante e fora de propósito ilustrar este post com uma ilustração que dissesse tudo. Então, fica por conta  da imaginação de cada um a ilustração que aqui deveria ser postada.
A figura de duas cabeças encobertas já diz muito.


Mano macia
Que acaricia
Uno falo de miel.
Mano que va
Y que viene.
Mano que recoge,
En su palma,
Lo que sigue al  deseo.
Lo que sigue al gozo.

Uma lengua
Que aflora
De una boca
Fruto maduro,
Despues de la charla,
En la tela
De la computadora.
Amor virtual?
Para él, asi es.
Amor real?
??????????.

Deditos de mujer
Que recorren frenéticos
El trayecto hacia
El oasis del amor.
Amor virtual?
Si... si...
Amor real?
Seguro que si.

Hombres tienen sexo.
Mujeres hacen el amor.

Um renomado psicanalista brasileiro declarou numa entrevista que o amor do futuro será pela internet, que o sexo será meio” masturbatório”, mas que as pessoas normalmente se apaixonam, como se real fosse a relação. O inconveniente que ele vê nessas relações virtuais é o homem cafajeste dizer à mulher o que ela quer  ouvir. As consequências disso são deveras perniciosas para a vida afetiva feminina. Mulheres e homens relacionam-se de modos muito diferentes entre si.

Parafraseando Martha Medeiros
                                               (poeta gaúcha)

Toda mulher tem um homem
para o qual vestiu-se de rendas
E calcinha vermelha.
Bordada de brilhos.
Toda mulher tem um homem
a quem fez concessões malucas,
a quem prometeu coisas
que a ninguém havia prometido.
Toda mulher tem um homem
que lhe jurou amor e desejo
e a esqueceu por completo.
Alguma mulher deve ter tido um homem
E, por influência dele, visitou
Uma sex shop pela primeira vez.
Alguma mulher deve ter tido um homem
que lhe serviu de inspiração
até para poetar em língua estrangeira:
“Estoy saliendo de compras, mi amor.
También me voy a comprar cigarrillos.”
E nada mais foi como antes...

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A bruxa encontra-se em viagem e está meio sem inspiração.
Buscou no fundo de seu caldeirão algo que já havia postado e que lhe estava martelando a cabeça. E o posta agora, sob um olhar diferente.
Ademán. Os cães ladram e as apaixonadas virtuais passam.