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terça-feira, 22 de março de 2011
abuelitapeligrosa: Aqui tem de tudo - Armazém de secos e molhados
abuelitapeligrosa: Aqui tem de tudo - Armazém de secos e molhados: "Minha história com sapatos vem desde o primeiro ano de vida. Horríveis aqueles sapatinhos que mamãe pôs nos meus pés para a foto de 'um anin..."
Aqui tem de tudo - Armazém de secos e molhados
Minha história com sapatos vem desde o primeiro ano de vida. Horríveis aqueles sapatinhos que mamãe pôs nos meus pés para a foto de "um aninho".
Às vezes sinto-me assim, ò
Depois dessa parelha de estréia, vieram tantos outros sapatos, que eu precisaria de muito tempo para contar. Conta numa próxima oportunidade sobre um lindo sapato azul-marinho, lindo, lindo, que me fez chorar. Conto de um sapato verde que tive, dessa cor, ó:
E o elegantíssimo Dom Nicola? de uma grife que não existe mais. Namorei-o durante muito tempo. Era adornado com couro de
que as peruas chamam de, parece-me, lésard. Minha peruagem fica restrita a sapatos e bolsas.
Às vezes sinto-me assim, ò
tal é minha fissura por sapatos e tantos que compro por impulso, dou uma voltinha com eles e... pés arrebentados, vão parar na sapateira de uma amiga.
Lembro dos sapatos e tênis que usei da 1ª à 5ª série. Para terminar o 1º grau, as coisas andavam bicudas lá em casa e tive de usar somente dois pares de sapatos durante 4 anos, nos 3km de ida e outros 3km de volta - casa, escola, casa. O primeiro deles foi um sapato tipo colegial que usei por 2 anos. Até que eu gostava deles. No mês de julho ia ao esteleiro, trocavam-se os muitos buracos por meia sol, muita graxa, muita escova. Tenho de admitir que curtia demais aquele brilho caprichado. Ah... os cadarços também eram reciclados. E mais meio ano de 3 km de ida e 3km de vinda - casa, escola, casa. No fim do ano, o meu sapato colegial também ia ao estaleiro, cadarços renovados... e férias também para eles, até o próximo março chegar. Tanto foram ao estaleiro e voltaram, que chegou uma hora, tal um casco de navio enferrujado, não havia mais o que fazer com o meu gasto sapato colegial.
Os dois últimos anos de 1º grau foram terríveis. Nossa moeda estava valendo mais que a moeda uruguaia e meu pai mandou buscar um par de sapatos uruguaios para mim. Que suplício... O bixiga taboca do sapato era de borracha, forrado com lã. No inverno até que dava certo. E o verão, gente? Noooooooooossa! Relevem a escatologia da bruxa, mas o diabo do sapato uruguaio fazia um chulé de espantar zorrilho. E aquelas ... (gostaria de lembrar como se chama no Nordeste), digamos, gominha, que se formava entre os dedinhos? Eca!... Também pudera! Como não ia se formar aquele coisa, que não lembro como os nordestinos chamam, no meio dos meus dedos? Eram 3km de caminhada - e tome poeira - de ida, mais 3km de volta para casa. E tome poeira, suor, poeira e aquela cacaca no interstício dos dedos. Ufa! Devido a bicudice das coisas que ainda perdurava lá em casa, passei dois verões usando um sapato uruguaio que fora feito para andar no frio e na chuva.
Bom... terminei o 1º grau, libertei-me da tirania paterna, libertei-me da cidadezinha dia de nada e véspera de coisa nenhuma e mandei-me pra Capital para fazer o 2º grau e trabalhar.
Foi aí - com dinheiro no bolso - que começou a festança da
Não parei mais de comprar sapatos. Freud explica.
Ah... se algum nordestino estiver me dando a honra de ler este blog, diga-me, por favor, como se chama aquela cacaca que se forma no meio dos dedos dos pés quando se anda de sapato fechado em pleno verão e com muita poeira no caminho.
A festança começou com um escarpim preto, lindíssimo, da mais fina pelica, com dois pompons em forma de bolinha, cujos cordões amarravam o sapato. Para acompanhar, uma bolsa puro couro também, com um formato deveras bizarro para os dias de hoje. Era um retângulo (imagine 30X20cm), com o lado mais estreito portando a alça. As bolsas tiracolo não existiam ainda, só a alça para se carregar. Mas a minha bolsa era super fashion. A bolsa estava ainda no pacote e os sapatos na caixa, mas não fui a primeira a usá-los. Uma grande amiga - amizade que perdura até hoje - chegou lá em casa muito aflita porque precisava dar um up grade no visual. Lá se foi minha amiga com a parelha de bolsa e sapato. Então foi ela que iniciou minha longa jornada de
Depois dessa parelha de estréia, vieram tantos outros sapatos, que eu precisaria de muito tempo para contar. Conta numa próxima oportunidade sobre um lindo sapato azul-marinho, lindo, lindo, que me fez chorar. Conto de um sapato verde que tive, dessa cor, ó:
E o elegantíssimo Dom Nicola? de uma grife que não existe mais. Namorei-o durante muito tempo. Era adornado com couro de
Houve também aquele maravilhoso
que comprei por impulso. Plataforma de madeira de uns 10cm. Adicionando-se o salto, cresci un 30cm - altura de miss! uiui! [Quem não me conhece, já pode fazer ideia da minha altura.] Voltando ao bendito sapato Carmen Miranda, as tiras, em xis, eram de um berrante amarelo, feitas do mais cortante brim que existia no mundo, e... depois eu conto como ficaram meus pé.
Por hoje, a
fica por aqui.
Bruxa que se preza, promete e não cumpre. Juro, todavia, .que continuarei falando acerca dos muitos sapatos que tive na vida.
Ademán. As bruxas fazem as bruxarias e a caravana da
sábado, 19 de março de 2011
Aqui tem de tudo - Armazém de secos e molhados
Tive a pretensão - e põe pretensão nisso - de solicitar ao google o GERAR RECEITA.
Mas, como vou "gerar receita" diante desse vasto mundo contido em "Aqui tem de tudo - Armazém de Secos e Molhados"?
Será que o google vai classificar o blog pelo nome "abuelita peligrosa" e encher minha página de anúncios de lingeries, de sites de relacionamentos para pessoas da terceira idade?
Ou anúncio de sexshop a partir do conteúdo de uma das postagens?
Anúncio de grãos, tecidos, papelaria, bebidas etc. porque é um blog de "Secos e Molhados"? Até que podia, desde que o Ney Matogrosso viesse junto, cantando "Homi, eu sou é macho!". Aí chovia $$$$$$$$$$$$ na minha horta.
Diante de tão imenso dilema, acho que vou dormir feito o Tio Patinhas, com um monte de $$$$$ sob as pálpebras, meio abertas, meio fechadas. Um olho no gato e outro no passarinho, digo, na gaiola. Se falo "olho no passarinho", um montão de mentes poluídas já sai pensando asneiras a respeito dessa pobre abuelita:
"Chi... ela é viúva! Há quanto tempo essa pobre véia não vê passarinho?"
"Sei... sei... ela tá querendo confete, mas o carnaval já passou."
"Ela que vá procurar passarinho nos sites de relacionamentos!"
"Vida de viúva é lasca, viu? Essa véia tá trocando alhos por bugalhos."
"Olha o ato falho, vovozinha!"
E por aí vai.
Diante disso, recolho-me ao casto leito de casta viúva, porque já é hora de véio estar na cama.
E não fiquem remoendo pudicícias a meu respeito, porque bruxa que é bruxa, apronta mesmo!
E eu apronto: não dispenso a maquiagem - tipo anos 70, uso saltos altíssimos (quando as pernas permitem), estou pensando em me repaginar todinha y otras cositas más.
A bruxa espera que o google se dê conta do "não sabe o que está perdendo"... Que anuncie SAPATOS no blog, pô!
Será que o blog não será censurado com essa montanha de anúncios de sapatos? Bueno... corre-se o risco. É que não consegui apagar a marca do sapato. Se apagasse, o sapato era deletado junto. E um sapatos desses não foi feito para ser deletado.
Ademán. Los perros ladram e as consumidoras compulsivas de sapatos passam.
Mas, como vou "gerar receita" diante desse vasto mundo contido em "Aqui tem de tudo - Armazém de Secos e Molhados"?
Será que o google vai classificar o blog pelo nome "abuelita peligrosa" e encher minha página de anúncios de lingeries, de sites de relacionamentos para pessoas da terceira idade?
Ou anúncio de sexshop a partir do conteúdo de uma das postagens?
Anúncio de grãos, tecidos, papelaria, bebidas etc. porque é um blog de "Secos e Molhados"? Até que podia, desde que o Ney Matogrosso viesse junto, cantando "Homi, eu sou é macho!". Aí chovia $$$$$$$$$$$$ na minha horta.
Diante de tão imenso dilema, acho que vou dormir feito o Tio Patinhas, com um monte de $$$$$ sob as pálpebras, meio abertas, meio fechadas. Um olho no gato e outro no passarinho, digo, na gaiola. Se falo "olho no passarinho", um montão de mentes poluídas já sai pensando asneiras a respeito dessa pobre abuelita:
"Chi... ela é viúva! Há quanto tempo essa pobre véia não vê passarinho?"
"Sei... sei... ela tá querendo confete, mas o carnaval já passou."
"Ela que vá procurar passarinho nos sites de relacionamentos!"
"Vida de viúva é lasca, viu? Essa véia tá trocando alhos por bugalhos."
"Olha o ato falho, vovozinha!"
E por aí vai.
Diante disso, recolho-me ao casto leito de casta viúva, porque já é hora de véio estar na cama.
E não fiquem remoendo pudicícias a meu respeito, porque bruxa que é bruxa, apronta mesmo!
E eu apronto: não dispenso a maquiagem - tipo anos 70, uso saltos altíssimos (quando as pernas permitem), estou pensando em me repaginar todinha y otras cositas más.
E não só de sapatos vive a vaidade. Outro objeto de desejo:
Namorar na internet...
Ir a baladas de rock... (sou doidinha de pedra pelos... pelos... como é mesmo o nome deles? A memória anda falhando. O que lembro mesmo é o tamanho da língua de um deles. E como eu queria ser a Sabrina Sato!... Ela ganhou uma senhora lambida no queixo. Lembram?
E mais outros sonhos de consumo.
Obs.: Com esse aí de cima, fica no ar uma leve impressão da necessidade de uma bengala para não perder o equilíbrio. (Ou muletas...)
A bruxa espera que o google se dê conta do "não sabe o que está perdendo"... Que anuncie SAPATOS no blog, pô!
Será que o blog não será censurado com essa montanha de anúncios de sapatos? Bueno... corre-se o risco. É que não consegui apagar a marca do sapato. Se apagasse, o sapato era deletado junto. E um sapatos desses não foi feito para ser deletado.
Ademán. Los perros ladram e as consumidoras compulsivas de sapatos passam.
quinta-feira, 17 de março de 2011
abuelitapeligrosa: Aqui tem de tudo - Armazém de secos e molhados
abuelitapeligrosa: Aqui tem de tudo - Armazém de secos e molhados: "Sou tão feminina que até meu lado masculino é gay. Quem não entender essa história de duas metades - masculino e feminino - comece pela..."
Aqui tem de tudo - Armazém de secos e molhados
Sou tão feminina que até meu lado masculino é gay. Quem não entender essa história de duas metades - masculino e feminino - comece pela leitura de O BANQUETE de Platão, depois ouça Pepeu Gomes.
http://www.youtube.com/watch?v=AvBtZo1tD7A
Se, ainda assim, você ficou sem entender nada e continua preconceituoso como sempre foi, azar o seu. Eu, de minha parte, não tenho nada a ver com as preferências sexuais dos outros. Se, ser hetero já é difícil exercer a prórpia sexualidade, imagine ser homo, a trilha mais complicada a ser seguida pelo ser humano.
Mas não sou sexológa e não é para isso que estou aqui, agora.
É que o carnaval já acabou e minha mente continua povoada de bundas femininas. Jamais havia visto no carnaval tantas bundas e tantas bundas perfeitas.
Com ou sem a ajuda do cirurgião, elas estavam deslumbrantes. Não é por acaso que os homens do mundo inteiro têm fantasias com o derrière das brasileiras. O que os estrangeiros não sabem é que essa anatomia é produto de uma maravilhosa mistura de raças.
Então... de minha autoria (não perco essa mania de cantor de música sertaneja), apresento:
http://www.youtube.com/watch?v=AvBtZo1tD7A
Se, ainda assim, você ficou sem entender nada e continua preconceituoso como sempre foi, azar o seu. Eu, de minha parte, não tenho nada a ver com as preferências sexuais dos outros. Se, ser hetero já é difícil exercer a prórpia sexualidade, imagine ser homo, a trilha mais complicada a ser seguida pelo ser humano.
Mas não sou sexológa e não é para isso que estou aqui, agora.
É que o carnaval já acabou e minha mente continua povoada de bundas femininas. Jamais havia visto no carnaval tantas bundas e tantas bundas perfeitas.
Com ou sem a ajuda do cirurgião, elas estavam deslumbrantes. Não é por acaso que os homens do mundo inteiro têm fantasias com o derrière das brasileiras. O que os estrangeiros não sabem é que essa anatomia é produto de uma maravilhosa mistura de raças.
Então... de minha autoria (não perco essa mania de cantor de música sertaneja), apresento:
ANATOMIA QUESTIONADA
De que ancestral longínquo
Herdei esse traço de boca
Do qual eu não gosto?
A cor dos olhos?
Suponho que saiba:
O verde de vovó Carolina...
O olhar?
Ah... esse olhar
Que não sabe mentir,
Que não sabe esconder.
Do povo de vovô Doca.
O “derrière”?
Absolutamente herança
De certa etnia africana.
Que aqui aportou
Alguns séculos atrás.
[Nika Florence-Santa Catarina, 27-11-2010.]
Os cães ladram e a caravana do preconceito passa. (he! he! he!, minha risadinha irônica de bruxa).
quarta-feira, 16 de março de 2011
abuelitapeligrosa: Aqui tem de tudo - Armazém de secos e molhados
abuelitapeligrosa: Aqui tem de tudo - Armazém de secos e molhados: "(Magrit) LER E REVER CONCEITOS SE SOMOS GENTE DE NOSSO TEMPO SEXO VIRTUALMano maciaQue acariciaUno falo de miel. Mano que vaY que..."
Aqui tem de tudo - Armazém de secos e molhados
(Magrit)
LER E REVER CONCEITOS SE SOMOS GENTE DE NOSSO TEMPO
SEXO VIRTUAL
Mano macia
Que acaricia
Uno falo de miel.
Mano que va
Y que viene.
Mano que recoge
En su palma
Lo que sigue al deseo.
Lo que sigue al gozo.
Uma lengua
Que aflora
De una boca
Fruto maduro,
Despues de la charla,
En la tela
De la computadora..
Amor virtual?
Para él, si es.
Amor real?
??????????.
Deditos de mujer
Que recorren frenéticos
El trayecto hacia
El oasis del amor.
Amor virtual?
Si... si...
Amor real?
Seguro que si.
Hombres tienen sexo.
Mujeres hacen el amor.
Um renomado psicanalista brasileiro declarou numa entrevista que o amor do futuro será pela internet, que o sexo será meio” masturbatório”, mas que as pessoas normalmente se apaixonam, como se real fosse a relação. O inconveniente que ele vê nessas relações virtuais é o homem cafajeste dizer à mulher o que ela quer ouvir. As consequências disso são deveras perniciosas para a vida afetiva feminina. Mulheres e homens relacionam-se de modos muito diferentes entre si.
Não pergunte à bruxa de onde saiu esse texto. Ela só pode dizer que foi feito a quatro mãos - o texto! mente maliciosa - e que essas mãos não participaram da experiência numa reciprocidade de tempo e de espaço. É possível que uma das partes da autoria do poema - uma brasileira e um jornalista colombiano - tenha vivido essa experiência. Mas quanto a isso, a bruxa não sabe responder.
Ademán. Los perros ladran y la caravana passa. (sorry! Ibrahim Sued)
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