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domingo, 27 de março de 2011
abuelitapeligrosa: Abuelita cientopiés y sus muchos zapatos.
abuelitapeligrosa: Abuelita cientopiés y sus muchos zapatos.: "Ainda estou perdidamente apaixonada por este. Talvez não consiga, mesmo, viver sem ele. Mas sou volúvel como Lolita, de Nabocov,..."
Abuelita cientopiés y sus muchos zapatos.
Ainda estou perdidamente apaixonada por este. Talvez não consiga, mesmo, viver sem ele.
Mas sou volúvel como Lolita, de Nabocov, Anita, de Donato, e é só entrar em outro site de sapatos e um novo amor instala-se em meu coração.
Voltando ao meu primeiro sapato, terei de fotografar e postar minha foto de "um aninho". Como sempre em fotos de bebês, meus pés estão com os dedinhos apontando para o céu com um sapatinho de... lã! Minha paixão mesmo - já deu pra perceber - são sapatos de salto alto. E um simples salto alto não me basta. Deve ser um sapato de salto altíssimo. Qualquer dia saio como Lady Barbara.
No dia em que eu sair com um desses, vou na cadeira de rodas e levo a bengala pra dar uns passinhos bem rebolados e cheios de charme. k k k k k k k k! Mas saltos altos, altíssimos, never, nerver, never, vou desistir.
Não disse que sou volúvel como Anita, como Lolita?
Vejam só outra deslumbrância - agora também sou Odorico Paraguassu... - que encontrei há pouco.
cansou de escrever.
Como eu gostaria de ser novamente... Caperucita Roja...
Lobo Maaaaaaaaaaaaaaaaaaalo!...
Mas sou volúvel como Lolita, de Nabocov, Anita, de Donato, e é só entrar em outro site de sapatos e um novo amor instala-se em meu coração.
Voltando ao meu primeiro sapato, terei de fotografar e postar minha foto de "um aninho". Como sempre em fotos de bebês, meus pés estão com os dedinhos apontando para o céu com um sapatinho de... lã! Minha paixão mesmo - já deu pra perceber - são sapatos de salto alto. E um simples salto alto não me basta. Deve ser um sapato de salto altíssimo. Qualquer dia saio como Lady Barbara.
No dia em que eu sair com um desses, vou na cadeira de rodas e levo a bengala pra dar uns passinhos bem rebolados e cheios de charme. k k k k k k k k! Mas saltos altos, altíssimos, never, nerver, never, vou desistir.
Não disse que sou volúvel como Anita, como Lolita?
Vejam só outra deslumbrância - agora também sou Odorico Paraguassu... - que encontrei há pouco.
Já desapaixonei daquele preto-perua, adornado de flores. A paixão desgastou-se, mas o amor continua. Não estou conseguindo viver sem ele, ainda. Ah... a cor vermelha - além de sapatos - também é minha paixão. Calcinha vermelha, sutiã vermelho, body vermelho, vestido vermelho, pulseiras vermelhas... uf! e tudo o que de vermelho existe. Sem segundas intenções, ó mentes poluídas. Mas gosto também... que não morri ainda. O difícil tá sendo arranjar um parceiro cheiroso, arrumadinho, galante, leal, inteligente, e que não seja cafageste. Tá muito difícil, quase impossível arrumar um parceiro assim. Então... que as teias de aranha tomem conta, porque não me achei no lixo. rsrsrsrsrs!
E continuo na minha sapataria virtual.
Meu primeiro sapato de salto, usei depois que completei quinze anos. As mães não deixavam a gente usar salto alto antes dos quinze. Hoje até aquela peruinha, filha do Tom Cruise, usa. E ela deve ter uns cinco anos, quando muito.
Mas esse primeiro salto alto, era uma bobagenzinha de cinco centímetros, uma sandália branca, comprada com as economias que eu fiz dando aulas particulares em casa (desde os doze anos). Acho que já nasci professora.
Se você acha que análise sintática é qualquer coisa parecida com a Teoria da Relatividade - que você sempre ouviu falar, mas nunca entendeu direito - venha ter uma aula de análise sintática comigo e você nunca mais vai esquecer. Uso a Teoria do Infalível e, se não aprender comigo aqueles sujeitos, predicados, objetos diretos e o escambau, garanto que nunca mais aprenderá na vida, e com mais ninguém que não seja professoranika. Aproveite enquanto estou aqui no planetinha, porque estou no Cabo Canaveral, em contagem regressiva: one, two, three... Aliás, todos estamos nessa desde o momento em que nascemos. Eu, porém, estou mais perto do nine... ten!... buuuuuuuum!... foguete lançado com sucesso! porque já tenho muitas horas de voo, sou fumante, estou acima do peso, estou sedentária porque meu ciático não está permitindo fazer as caminhadas que sempre faço há mais de vinte anos. Também não estou podendo ir à academia. Hidroginástica? Nem moooooooooorta! hidro é coisa de véia e não sou VÉIA, ora bolas! Tenho a idade de meu espírito: a idade que eu tinha quando usei meu primeiro sapato de salto alto. Aviso: é só o ciático deixar de me infernizar a vida, que me voy a la rumba: vou pra Argentina com Inês. E lá, não sou amiga do rei, mas Córdoba passará a ser minha Pasárgada, minha e de Maneco Bandeira, bem entendido. Vou aprender a falar fluente a língua inglesa - com professores falando espanhol - vixe! Meus Tico e Teco terão uma síncope!... Ah... e vou frequentar aulas de tango pra ser capaz de figurar o tango até em cima de um tijolo. k k k k k k !
Nem sei por que não tive um enfarto ainda. Quase todo mundo da minha idade já teve. Eu?... Nããããããããõ!
Por hoje a
cansou de escrever.
Como eu gostaria de ser novamente... Caperucita Roja...
Lobo Maaaaaaaaaaaaaaaaaaalo!...
Xau..
A bruxa volta "qualquer hora,/ qualquer dia,/ pra falar de amor/ [e de sapatos]/ seja onde for...Ademán. Los perros latem e a caravana de caperucitas rojas passam.
quinta-feira, 24 de março de 2011
abuelitapeligrosa: Abuelita cientopiés y sus muchos zapatos.
abuelitapeligrosa: Abuelita cientopiés y sus muchos zapatos.: "Aviso: estou abandonando o ramo de Secos e Molhados. A concorrência com os supermercados é coisa de capitalismo selvagem. Fecho - acho que d..."
Abuelita cientopiés y sus muchos zapatos.
Aviso: estou abandonando o ramo de Secos e Molhados. A concorrência com os supermercados é coisa de capitalismo selvagem. Fecho - acho que definitivamente - as portas do armazém-boteco, ou boteco-armazém. Meu ramo agora é de calçados porque parece, pelo que viram anteriormente,
entendo mesmo é de sapatos, muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuitos sapatos.
Aguardem e verão o que a
Talvez nesse novo ramo, Mr. Google perceba que eu existo. E aí, ó
como vão ficar meus bolsos.
Blogueiro é um mala - sem alça e sem rodinhas. Portanto, conto com a colaboração de todos. Me acessem, mesmo que não pretendam ler minhas abobrinhas sobre sapatos. kkkkkkk!
Sem leitores, sem seguidores e sem acessos, a panela
não funciona.
Pra não perder o costume, vejam o que encontrei na net hoje.
Aff! Agora que "conheci" este adornado de flores, bem super perua, acho que não consigo mais viver sem ele.
Estou farta de ser massa de manobra, vaquinha de presépio, vítima da mais valia, sei q+, sei q+, sei q+... Vou entrar de cabeça na triturante máquina do sistema. Uau! (e volto a ser vaquinha de.., massa de ... vítima da mais ... rsrsrsrsrs
A bruxa vai, mas ela volta. Xau!
Ademán. As panelas capitalistas transbordam de dinheiro e... quero a minha porção, ora bolas!
[Espero não ser censurada por essa mania de usar imagens sem licença do proprietário do copyright.]
quarta-feira, 23 de março de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
abuelitapeligrosa: Aqui tem de tudo - Armazém de secos e molhados
abuelitapeligrosa: Aqui tem de tudo - Armazém de secos e molhados: "Minha história com sapatos vem desde o primeiro ano de vida. Horríveis aqueles sapatinhos que mamãe pôs nos meus pés para a foto de 'um anin..."
Aqui tem de tudo - Armazém de secos e molhados
Minha história com sapatos vem desde o primeiro ano de vida. Horríveis aqueles sapatinhos que mamãe pôs nos meus pés para a foto de "um aninho".
Às vezes sinto-me assim, ò
Depois dessa parelha de estréia, vieram tantos outros sapatos, que eu precisaria de muito tempo para contar. Conta numa próxima oportunidade sobre um lindo sapato azul-marinho, lindo, lindo, que me fez chorar. Conto de um sapato verde que tive, dessa cor, ó:
E o elegantíssimo Dom Nicola? de uma grife que não existe mais. Namorei-o durante muito tempo. Era adornado com couro de
que as peruas chamam de, parece-me, lésard. Minha peruagem fica restrita a sapatos e bolsas.
Às vezes sinto-me assim, ò
tal é minha fissura por sapatos e tantos que compro por impulso, dou uma voltinha com eles e... pés arrebentados, vão parar na sapateira de uma amiga.
Lembro dos sapatos e tênis que usei da 1ª à 5ª série. Para terminar o 1º grau, as coisas andavam bicudas lá em casa e tive de usar somente dois pares de sapatos durante 4 anos, nos 3km de ida e outros 3km de volta - casa, escola, casa. O primeiro deles foi um sapato tipo colegial que usei por 2 anos. Até que eu gostava deles. No mês de julho ia ao esteleiro, trocavam-se os muitos buracos por meia sol, muita graxa, muita escova. Tenho de admitir que curtia demais aquele brilho caprichado. Ah... os cadarços também eram reciclados. E mais meio ano de 3 km de ida e 3km de vinda - casa, escola, casa. No fim do ano, o meu sapato colegial também ia ao estaleiro, cadarços renovados... e férias também para eles, até o próximo março chegar. Tanto foram ao estaleiro e voltaram, que chegou uma hora, tal um casco de navio enferrujado, não havia mais o que fazer com o meu gasto sapato colegial.
Os dois últimos anos de 1º grau foram terríveis. Nossa moeda estava valendo mais que a moeda uruguaia e meu pai mandou buscar um par de sapatos uruguaios para mim. Que suplício... O bixiga taboca do sapato era de borracha, forrado com lã. No inverno até que dava certo. E o verão, gente? Noooooooooossa! Relevem a escatologia da bruxa, mas o diabo do sapato uruguaio fazia um chulé de espantar zorrilho. E aquelas ... (gostaria de lembrar como se chama no Nordeste), digamos, gominha, que se formava entre os dedinhos? Eca!... Também pudera! Como não ia se formar aquele coisa, que não lembro como os nordestinos chamam, no meio dos meus dedos? Eram 3km de caminhada - e tome poeira - de ida, mais 3km de volta para casa. E tome poeira, suor, poeira e aquela cacaca no interstício dos dedos. Ufa! Devido a bicudice das coisas que ainda perdurava lá em casa, passei dois verões usando um sapato uruguaio que fora feito para andar no frio e na chuva.
Bom... terminei o 1º grau, libertei-me da tirania paterna, libertei-me da cidadezinha dia de nada e véspera de coisa nenhuma e mandei-me pra Capital para fazer o 2º grau e trabalhar.
Foi aí - com dinheiro no bolso - que começou a festança da
Não parei mais de comprar sapatos. Freud explica.
Ah... se algum nordestino estiver me dando a honra de ler este blog, diga-me, por favor, como se chama aquela cacaca que se forma no meio dos dedos dos pés quando se anda de sapato fechado em pleno verão e com muita poeira no caminho.
A festança começou com um escarpim preto, lindíssimo, da mais fina pelica, com dois pompons em forma de bolinha, cujos cordões amarravam o sapato. Para acompanhar, uma bolsa puro couro também, com um formato deveras bizarro para os dias de hoje. Era um retângulo (imagine 30X20cm), com o lado mais estreito portando a alça. As bolsas tiracolo não existiam ainda, só a alça para se carregar. Mas a minha bolsa era super fashion. A bolsa estava ainda no pacote e os sapatos na caixa, mas não fui a primeira a usá-los. Uma grande amiga - amizade que perdura até hoje - chegou lá em casa muito aflita porque precisava dar um up grade no visual. Lá se foi minha amiga com a parelha de bolsa e sapato. Então foi ela que iniciou minha longa jornada de
Depois dessa parelha de estréia, vieram tantos outros sapatos, que eu precisaria de muito tempo para contar. Conta numa próxima oportunidade sobre um lindo sapato azul-marinho, lindo, lindo, que me fez chorar. Conto de um sapato verde que tive, dessa cor, ó:
E o elegantíssimo Dom Nicola? de uma grife que não existe mais. Namorei-o durante muito tempo. Era adornado com couro de
Houve também aquele maravilhoso
que comprei por impulso. Plataforma de madeira de uns 10cm. Adicionando-se o salto, cresci un 30cm - altura de miss! uiui! [Quem não me conhece, já pode fazer ideia da minha altura.] Voltando ao bendito sapato Carmen Miranda, as tiras, em xis, eram de um berrante amarelo, feitas do mais cortante brim que existia no mundo, e... depois eu conto como ficaram meus pé.
Por hoje, a
fica por aqui.
Bruxa que se preza, promete e não cumpre. Juro, todavia, .que continuarei falando acerca dos muitos sapatos que tive na vida.
Ademán. As bruxas fazem as bruxarias e a caravana da
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