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sexta-feira, 27 de abril de 2012


Menina, tô bege! (bege é com jota ou com gê?)

Só se ouve abuelita dizer: Menina, tô bege! O face me aprontou uma daquelas! Paguei o maior mico!
Abuelitapeligrosa disse num site de relacionamentos de amigos que viajam ao redor do mundo que embarcava para a Bélgica num determinado dia, o face agendou e... tava feita a cagada! O face noticiou a partida de abuelita. Uma das primas belgas pediu licença no trabalho para ir ao aeroporto, outra providenciava carro para voarem as tranças pela Europa. E era abueliata indo a Londres,  atravessar o canal da Mancha no trem subterrâneo, Luxemburgo, Paris,  tomar café numa calçada da margem esquerda do Sena enquanteo vê o Bateau Mouche cheio de gente, passar uma tarde em Montmartre,   atravessar a fronteira da Alemanha e tirar umas fotos só pra dizer que esteve lá, extasiar-se com as flores da Holanda - até uma bizarra viagem no Expresso Oriente -  e o escambou... E abuelita não viajou. E como explicar a todos que não ia se o face dizia que ela ia, depois de todos já estarem sabendo que a viagem havia sido cancelada? Alarme falso no face.
E era um tal de dar explicações, pedir desculpas, enviar e-mail, teclar no msn... Alarme falso, pessoal. Eu já havia dito que não ia...

As criaturas não têm mais privacidade e esse face é um baita de um fofoqueiro. Privacidade, ó... zero. Se abuelita vai a Santa Catarina, a Microsoft vai atrás; abuela chega à Argentina e o Dr. Google anuncia aos quatro ventos a cidade onde ela está e até um mapa com o local aproximado de onde ela se encontra. O Google só falta dar endereço completo, telefone e a roupa que abuelita está vestindo. Affffffffff! O Mac Luhan avisou e a gente não escutou: esse mundo tá mesmo uma aldeia... Pior... um vilarejo onde todos se conhecem e fofocam de todos.
E antes que vovó mude de cor - ou para mudar de cor mesmo - eis as novidades. Este primeiro é como vovó ficou com o mico que pagou: de pernas pro ar e a cabeça escondida numa toca de coruja.








Os cães ladram, a caravana passa e abuelita volta... se ainda tiver coragem depois do mico que pagou por conta desse face alarmista e fofoqueiro.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

abuelitapeligrosa: MADE IN PORTUGAL(presentes de meu amigo Anthe...

abuelitapeligrosa: MADE IN PORTUGAL




(presentes de meu amigo Anthe...
: MADE IN PORTUGAL (presentes de meu amigo Antheos) Meus próprios presentinhos, a mim mesma e às amigas (e amigos que, por ventura, gost...
MADE IN PORTUGAL





(presentes de meu amigo Antheos)

Meus próprios presentinhos, a mim mesma e às amigas (e amigos que, por ventura, gostem de usar).






(este tem cara daqueles que certos homens gostam de usar)
E agora, a bola da vez, meu queridinho. É com ele que vou dançar com o Capitão do navio do  cruzeiro que farei em breve.  WOW!


[+ um vestido vermelho com uma despurada fenda na perna, tipo tapete vermelho do Oscar, entendem?]
Eu avisei! Despudorado...

E um pouco de Argentina.
Tango, para eles - aqueles que ainda curtem - é religião. Dançam como se estivessem em estado de graça. E, como na gafieira, há regras. Nada de levantar perninha, mostrar calcinha... Tudo nos conformes e conforme os vários tipos da dança. A presença de um velho professor de tango, baixinho, gordinho, que mal alcançava o pescoço da parceira, foi um show à parte.
E o mais interessante de tudo: todos dançam com todos. Parecem uma família. As moças dançam com as moças. Só não vale homem com homem neste salão, apesar de pares masculinos serem uma prática antiga na dança do tango.
Abuelitapeligrosa foi "sacada a bailar", ficou como cobra quando vê passarinho - shissssss!, sem trocadilho. Depois ficou assim
porque não sabia "bailar el tango", rasteirinha, quase indo para baixo da mesa.
O que valeu e inflou mais o ego de abuelita foi o olhar 38 que recebeu, na saída, do guapo argentino que levou o não. Pelo jeito, ele não ficou aborrecido.

Outro dia ela volta ao blog.





segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

abuelitapeligrosa: Footing em frente ao cemitério

abuelitapeligrosa: Footing em frente ao cemitério: Pode parecer mórbido... footing... cemitério. Mas era festa, ou quase, com excessão dos que ficavam dentro dos muros e choravam seus mortos...

Footing em frente ao cemitério


Pode parecer mórbido... footing... cemitério. Mas era festa, ou quase, com excessão dos que ficavam dentro dos muros e choravam seus mortos no Dia de Finados.Havia uma estrada de chão, larga, margeada de árvores e, enquanto uns choravam lá dentro, ou lembravam seus mortos, os jovens faziam footing do lado de fora, paqueravam, namoravam, futuros noivados aportavam e muitos casamentos tiveram seu começo.
Por encomenda, ao que hoje seria R$ 1,00, Dona Fifi e sua irmã rezavam o terço de catacumba em catacumba. Mania que o povo tem de não falar diretamente com Deus. Tem sempre de usar o intermédio de alguém. Eram toneladas de velas acesas, o vento de primavera a fazer dançar as chamas, as vozes monocórdicas de Dona Fifi e a irmã a entoarem o terço, soluçõs abafados daqueles que tiveram perdas passadas, choros convulsos por perdas recentes, correria de crianças ao redor dos túmulos... Não pisa em cima, menino, que não presta, teu pai te chama, vem aqui pra fora, onde anda  Dona Fifi?,tá rezando o terço pro falecido compadre Joca Rodrigues, o calor está matando, depois tomo gasosa na barraca de Dona Finoca, viste como Fulana está sentida pela morte do marido... é, mas já tirou o luto e daqui a pouco casa de novo, é muito novinha ainda...

Barraca? Sim! Ao longo da estrada, em frente ao cemitério, quituteiros de todas latitudes achegavam-se para atender o povo porque o Dia de Finados durava o dia inteiro, sim, e o povo precisava comer. Não havia bares, supermercados, ou o que valha, num entorno de quilômetros. Cemitério numa área estritamente rural e corriam os anos 50.

O melhor de tudo era o almoço com vovó. Ela chegava de carroça, puxada por dois cavalos e vinha de sua fazenda muitos quilômetros dali. Instalava-se sob uma árvore bem frondosa e servia sua proverbial farofada com galinha. Farofa úmida, cheirosa, como poucas que se vê. Sobremesa: as queijadinhas de vovó. Bebida: guaraná, gasoza e para os pinguços... muita cerveja mesmo. E não era Brasília amarela em Santos ou farofada na praia. Era Dia de Finados.

E os pastéis da barraca de Dona Finoca? Inesquecíveis. E a quantidade de gasosa ingerida? Nesse dia, os pais abriam a burra e empapuçavam as crianças de tudo que elas pedissem.

E a esbórnia continuava em frente às barracas pagãs, naquela herege estrada. Moças de braços dados - às vezes seis, oito, desfilavam sua beleza e flertavam como se fosse numa moderna balada de hoje. Só não ficavam... A moda não havia pegado ainda.Pode ser até houvesse alguns amassos bem escondidinho, em meio a um arbusto afastado, mas isso ninguém podia ver e se visse... a confusão estava armada. Era Dia de Finados, podia fazer festa, comer nas barracas, beber, emborrachar-se, mas senvergonhice... nem pensar. Havia de ter respeito aos mortos.

Fica sempre a dúvida do porquê daquela festa tão imprópria... Talvez a distância, talvez porque o cemitério abrigasse mortos de todos os cantos, talvez porque deveria ser dia de festa mesmo. Afinal... os chineses não comemoram a morte de seus entes queridos no decorrer das cerimônias fúnebres? Se todos comemorassem, não a temeriam tanto.

E como o assunto de abuelitapeligrosa é sapatos e não morte, ei-los.
Mas, já que se trata de morte, dizem que a América do Sul vai ficar assim, após uma daquelas ánunciadas catástrofes alarmistas. E teve um piadista que mirou o mapa, fez as contas e disse que seria bom porque o mar ficaria bem pertinho da casa dele. Aff!








E como nem só de sapatos comquesonhatodamulherconsumista, um tudo a ver com o clima de hoje.
É so calçar e sair "matando" que os cemitérios andam meio vazios e precisam de muita festa. uuuuuuuuuuuuuu!

Xau! Os cães ladram e as meninas, e meninos, que namoravam na Festa do Dia de Finados passa.
P.S.: Daquele povo que namorava em frente ao cemitérios, quantos já estarão lá pra sempre.! Abuelitapeligrosa continua irme forte por aqui pra contar a história.



sábado, 7 de janeiro de 2012

Recibi de amigos

Recebi de António - Portugal, do blog de poesias em Lingua Portuguesa catespero.

Querida amiga, con todo cariño..
QQue el maquillaje no apague tu risa,
que el equipaje no lastre tus alas,
que el calendario no venga con prisas,
que el diccionario detenga las balas,
Que las persianas corrijan la aurora,
que gane el quiero la guerra del puedo,
que los que esperan no cuenten las horas,
que los que matan se mueran de miedo.
Que el fin del mundo te pille bailando,
que el escenario me tiña las canas,
que nunca sepas ni cómo, ni cuándo,
ni ciento volando, ni ayer ni mañana
Que el corazón no se pase de moda,
que los otoños te doren la piel,
que cada noche sea noche de bodas,
que no se ponga la luna de miel.
Que todas las noches sean noches de boda,
que todas las lunas sean lunas de miel.
Que las verdades no tengan complejos,
que las mentiras parezcan mentira,
que no te den la razón los espejos,
que te aproveche mirar lo que miras.
Que no se ocupe de tí el desamparo,
que cada cena sea tu última cena,
que ser valiente no salga tan caro,
que ser cobarde no valga la pena.
Que no te compren por menos de nada,
que no te vendan amor sin espinas,
que no te duerman con cuentos de hadas,
que no te cierren el bar de la esquina.
Que el corazón no se pase de moda,
que los otoños te doren la piel,
que cada noche sea noche de bodas,
que no se ponga la luna de miel.
Que todas las noches sean noches de boda,
que todas las lunas sean lunas de miel.
                                              (Joaquín Sabina)
Recebi de Tio Beto - Bahia Blanca - Argentina. Lindos... a poesia e Tio Beto.

FELIZ ANO NOVO e
que todas las noches sean noches de boda y que todas las lunas sean lunas de miel aos meus 4621 viasualizadores.